ZÉ EDUARDO NAZARIO
IMPRENSA AO LONGO DO TEMPO
Críticas e Resenhas (Extraídos dos textos originais)
1. DIA 23 O “SHOW” NA FUNDAÇÃO ÁLVARES PENTEADO “Xangô Trio”
Diário da Noite - 2o. Caderno - pag. 3 - São Paulo, segunda feira
- 19/08/1966
Na próxima sexta feira, na Fundação Armando Álvares Penteado, será apresentado
o espetáculo “Noite do Jequibau”. Entre nomes consagrados... estará também o Xangô
Trio, o mais jovem conjunto de Música Brasileira. Formado por José Eduardo Nazario,
de 13 anos, Carlos Bloise, de 15 anos e César Galvão, de 14 anos, o trio é composto
por bateria, contrabaixo e piano. Não é a primeira vez que eles enfrentarão o
público, pois embora muito jovens, já são verdadeiros cartazes em nossa televisão...
O baterista José Eduardo Nazario, com apenas 13 anos, já atingiu o nível artístico
só conseguido por adultos...
2. À MEIA NOITE, O MALIKA ESTRÉIA NO TEATRO ITÁLIA
O Estado de São Paulo - 1974 - Fernando Lichti Barros
Em meio à enxurrada de baladinhas importadas, melosas e inconsequentes que o rádio
vomita diáriamente e quando os novos músicos preocupam-se, cada vez mais em copiar
os grupos europeus e norte americanos, nasce em São Paulo o MALIKA, formado por
sete elementos que, resistindo, estudam o folclore sul americano e extraem um
saudável resultado... Hector Costita (sopros), Luiz Roberto (sintetizador), Lelo
(piano), Jorge (contrabaixo), Mauro, Olivier e Zé Eduardo (percussão), adotaram
uma filosofia a partir da palavra Malika, de origem africana, que significa “criador”...
Procura, antes de mais nada, escapar das coisas já estabelecidas. A ordem é criar...
Talvez só assim os músicos daqui, geralmente ingênuos ou mal informados, passem
a se interessar por essa riqueza que está bem em frente aos seus olhos.
3. ENTREVISTA DE HERMETO PASCOAL A EZEQUIEL NEVES
Jornal de Música e Som no. 13 - 1975
Hermeto: “Queria ver todo mundo de gravador na mão registrando o que estou tocando.
Não vou mais gravar discos, porque não quero mais me repetir. É importante isso.
Você vê: levo pelo menos uma hora prá deixar meus músicos esquentarem. Depois
tudo começa a explodir. Meus concertos duram mais ou menos umas duas horas e meia,
sem interrupção. Ninguém vai se arriscar a lançar isso em gravação”.
Hermeto se queixa do desânimo dos músicos mais antigos e muito comprometidos com
o sucesso. Elogia os novos músicos: “Que acabaram com aquele preconceito de cada
um tocar determinado gênero”. Quando fala dos mais jovens, se entusiasma e lembra
logo alguns nomes que considera importantes e mal divulgados: “Tem o Toninho Horta,
Novelli, Raul Mascarenhas, o Nivaldo Ornelas, o Lelo (pianista de 17 anos), Zé
Eduardo (“ótimo baterista e percussionista”).
4. A FLAUTA MÁGICA
O Globo - terça feira, 24/02/1976
Com o Museu de Arte Moderna superlotado, o concerto começou com tudo escuro...
Banda soberba com Hermeto: Nivaldo, Mauro Senise, Raul Mascarenhas, Lelo, Aleuda,
Toninho Horta, Zeca (um baixista de pique assombroso) e Zé Eduardo (um dos raros
bateristas a empurrar e incendiar o som desse time). Há muito não vejo um grupo
tocar com tanta inspiração, criatividade e sobretudo alegria.
5. AO VIVO: HERMETO E SEU FORRÓ DOIDO
Jornal de Música no. 21 - Rio de Janeiro, 26/08/1976 - Ana Maria Bahiana
Ora, Hermeto Pascoal! Não sei onde vou achar letras nessa máquina para dar uma
pálida idéia do que se passou no Museu de Arte Moderna. Foi som. Foi loucura.
Foi tudo junto, e às vezes era demais para nossos pobres ouvidos humanos... a
destacar: a notável “cozinha paulista” de Hermeto, com o avassalante baterista
Zé Eduardo pontificando... e a platéia, tão esdrúxula e variada quanto o super
som de Hermeto. Estavam lá, entre vários nomes... hã... colunáveis... os doces
bárbaros Gil e Caetano, os músicos extraordinários Robertinho e Luiz Alves e o
professor Mário Altuori, aquele que responde sobre saúvas na tv. Ah, Serginho
dos Mutantes também estava lá. Tomara que tenha tido bom proveito.
5. SHOW BIZZ
Revista ELE - 08/1976 - Nelson Motta
Não vamos perder tempo falando da tolice dos que marcaram touca não vendo Hermeto
ao vivo até hoje. Tua cabeça é teu guia, malandro. Hermeto se apresenta sempre
com um time básico que inclui o tecladista Lelo, o esplêndido e preciso baixista
Zeca e um dos maiores bateristas e percussionistas que já ouvi no Brasil nos últimos
tempos: Zé Eduardo. É de São Paulo. Zé Eduardo é um baterista da escola que nos
apresenta as maiores explosões criativas do instrumento: a da energia e do vigor,
aliadas a uma fúria de tocar, pulsar, empurrar a banda ... ser da banda de Hermeto
pascoal representa quase uma condecoração para qualquer músico do primeiro time
brasileiro, inclusive o internacional (Egberto, Robertinho, Airto, Toninho Horta
- todos já tocaram em volta de Hermeto). Zé Eduardo toca durante duas horas e
meia, três, só com um intervalo pequeno entre as duas partes... durante horas,
o baterista toca com o corpo inteiro e faz uma física de horrorizar qualquer garotão
“healthy”. São mil climas diferentes, uns mais doces, outros arrítmicos; uns tensos
e enervantes, outros sincopados e leves. O trio, a cozinha, evolui ora como uma
locomotiva, ora como bichos elétricos: a loooooooooooucura.
7. HERMETO E SUA BANDA ALL STAR: UM DELÍRIO
O Globo - terça feira, 14/09/76 - Nelson Motta
Gilberto Gil saiu correndo dos Doces Bárbaros canecânicos e dominicais ainda a
tempo de pegar a segunda parte do concerto de Hermeto no Terezão. Egberto Gismonti
estava lá desde o começo, e como sempre vem acontecendo - foi simplesmente apoteótica
a apresentação... Há que fazer uma referência ao punch e vigor do baterista e
percussionista Zé Eduardo, que “dá de lenço” em Airto e juntamente com o baixista
Zeca (outro gigante), proporciona uma pulsação irresistível à banda all star.
Zeca, Zé Eduardo e o pianista Lelo, além de músicos excepcionalmente criativos
e dotados individualmente, seguram a barra o tempo inteiro e proporcionam um backing
soberbo para as improvisações individuais e coletivas do naipe de metais ... detalhe
vexatório para a fonografia nativa: Hermeto... gravou até hoje apenas um LP,um
chocho e frio Lp, que não conseguiu capturar no estúdio nem um décimo da música
imensa e da criatividade de Hermeto. Há que se gravar urgente o LP com êle e sua
banda - a maior concentração de grandes instrumentistas do momento. Mas há que
ser “ ao vivo “, para tentar registrar as criações de momento e as improvisações
de Hermeto e sua banda - maravilha, justamente o prato forte do lance... Uma boa
notícia, que acaba de chegar: a pedidos ( muitos ), Hermeto reataca de amanhã
a domingo no mesmo local: absolutamente não percam: É Música!
8. O SOM LIVRE DE GISMONTI
O Estado de São Paulo - 17/09/1978 - Zuza Homem de Mello
A exploração do fascinante universo sonoro de Egberto Gismonti e seu grupo Academia
de Danças, para a qual todos foram convidados, foi até agora, o marco mais elevado
na parte nacional do I Festival Internacional de Jazz de São Paulo ... Cada um
de seus excelentes músicos, Zé Eduardo (bateria), Zeca Assumpção (baixo), Mauro
Senise (sopro) trabalhou sobre um material técnicamente dominado, e por essa razão,
pode criar com aquela naturalidade e densidade ... Já se pode antecipar, ter sido
um dos pontos culminantes de todo o festival.
9. MÚSICA POPULAR - BELEZA SELVAGEM
Diário do Paraná - Curitiba, quarta feira, 23/05/1979 - Luiz Augusto Xavier
“Olho d´Água” é um disco tão selvagem que te põe no meio do mato e não te dá
mais a vontade de sair de lá. Já vi Marlui Miranda em shows ... mas nunca poderia
esperar um disco tão maduro como esse álbum de estréia ... tal a leveza que transpira
do produto final desse disco ... Marlui integra o grupo de base, fazendo vocal,
violão e percussão e completando o grupo instrumental com Egberto, Mauro Senise,
Zé Eduardo Nazario e Zeca Assumpção. Como se observa, além de seu incomensurável
talento, Egberto Gismonti trouxe também ao disco “debut” de Marlui Miranda o seu
quarteto “Academia de Danças”, um dos mais completos grupos da música contemporânea.
10. NO LIRA PAULISTANA, UM SHOW QUE SALVA NOSSO VERÃO
Jornal da Tarde - Segunda feira, 25/02/1980 - Wladimir Soares
O verão paulista continua pobre em quantidade de espetáculos, mas está superlativo
na qualidade da música apresentada: o retumbante de agora fica com o concerto
que o Grupo Um faz até quarta feira no Teatro Lira Paulistana, um concerto de
jazz mais criativo e profissional que desconhece barreiras para a sua execução.
É um concerto de sonoridades ousadas, inventivas e contagiantes, que tem a originalidade
de não merecer apenas adjetivos, porque o Grupo Um faz uma música que também é
substantiva, consistente, englobando segmentos de free jazz com elementos de jazz
progressivo, misturando informações africanas de raízes balançantes a insinuações
eruditas, mais intelectuais. O resultado é sempre delirante ... Juntos, eles deixam
de ser secundários acompanhantes para se transformarem em estrelas absolutas com
domínio pleno de seus instrumentos. Apesar de sua perfeição, é impossível evitar
o destaque. E nesse destaque, sobressai a presença do “superb” Zé Eduardo Nazario,
que esbanja energias e talento na sua bateria e nos vários e insólitos elementos
de percussão. Zé Eduardo tem um pique inesgotável na bateria, improvisando ritmos
e inventando um fraseado dos mais pulsativos. Além das loucuras que faz na bateria,
Zé Eduardo realiza um brilhante solo de sons vocais, dialogando com seu berimbau
... Com o jazz do Grupo Um, o verão paulista atinge o seu calor mais intenso.
11. CRÍTICA - MARCHA SOBRE A CIDADE
A Tribuna de Santos - 28/02/1980 - Francisco Teixeira Rienzi
"Marcha sobre a Cidade" é um elepê indicado para ouvintes de jazz atualizados,
para quem não parou no tempo. Lelo Nazario (piano eletrônico), Zeca Assumpção
(baixo eletrônico, piano acústico), Zé Eduardo Nazario (bateria, percussão), Carlinhos
Gonçalves (percussão) e o convidado Mauro Senise (sopros), se lançaram numa tarefa
arrojada: dar a volta por cima, num mar de impossibilidades.
12. UM GRUPO DE VANGUARDA
Jornal do Brasil - 30/03/1980 - José Domingos Raffaelli
A música instrumental poucas vezes mereceu a devida atenção da maioria das gravadoras
... havia raríssimas exceções, porém a realidade é que o músico sempre ficou relegado
ao segundo plano, sem maiores perspectivas para apresentar a sua obra ... Entretanto,
alguns artistas encontraram um caminho alternativo: a produção independente ...
Entre os grupos que optaram por essa solução, está o Grupo Um, que gravou Marcha
sobre a Cidade, em 26 de setembro de 1979. Esse conjunto de São Paulo, onde vem
alcançando apreciável sucesso em apresentações ao vivo, é formado por Lelo Nazario
(piano elétrico), Zeca Assumpção (baixo e piano acústico), Zé Eduardo Nazario
(bateria e percussão) e Carlinhos Gonçalves (percussão). Para a gravação do LP,
atua como convidado especial, posteriormente agregado à formação o multiinstrumentista
Mauro Senise (sopros). A música do Grupo Um engloba influências contemporâneas,
inclusive o free jazz, porém organizado e disciplinado. A maturidade dos músicos
permite-lhes todo o tipo de liberdades melódicas, rítmicas e sonoras, explorando
habilmente as facetas de cada composição. Todos os seus integrantes têm relevante
participação no contexto, seja nas improvisações coletivas ou pela forma quase
intuitiva como qualquer deles sugere motivos adicionais. Eles tem plena consciência
dos objetivos a que se propõem, sabendo exatamente a direção musical a seguir
e a natureza exploratória das suas investigações do material temático ... Zé Eduardo
pertence à escola moderna da bateria, estimulando constantemente a música, através
de uma gama infindável de movimentos rítmicos ... Marcha sobre a Cidade” representa
um passo à frente na música instrumental em nosso país. É uma abertura para o
músico brasileiro que tanto anseia projetar a sua concepção, a sua vivência, e
desenvolver todas as suas aptidões. É uma das realizações mais sérias já levadas
a efeito entre nós, sem concessões de qualquer espécie. Iniciativas desse porte
devem merecer o apoio daqueles que se interessam seriamente pela música instrumental,
especialmente a de vanguarda.
13. CRÍTICA - MARCHA SOBRE A CIDADE
Som Três - Revista Mensal no. 12, 1980 - Matias José Ribeiro
O Grupo Um é um dos poucos grupos que se dedica no Brasil a uma música instrumental
de mais substância. Há uma preocupação em experimentar, em ousar, em buscar novas
formas de expressão ... Zé Eduardo, 27 anos, mas já com bom tempo de estrada,
é um baterista de técnica e dedicação exemplares, e tem tudo para se firmar como
um estilista brasileiro do instrumento.
14. GRUPO UM, A MÚSICA NOVA E INDEPENDENTE
Folha de São Paulo - Segunda feira, 12/10/1981 - João Marcos Coelho
A nova geração de instrumentistas brasileiros - sobretudo aquela que agora anda
pela casa dos 20 e 30 anos - não pensa mais em termos de aparecer a qualquer custo.
Nem se submete ao esquemão marginalizante em que geralmente se joga a música instrumental
no Brasil. Pelo contrário, constrói com muito trabalho - e principalmente pesadas
cargas de informações musicais, tanto populares quanto eruditas - uma obra que
certamente colocará a criação musical brasileira mais avançada dos anos 80 em
posição de liderança no contexto internacional. Vários grupos se constituiram
em torno do teatro Lira Paulistana, no bairro de Pinheiros. Um, porém, se afirma
como o mais fecundo núcleo de criação, porque mergulhou numa produção musical
sistemática, sem concessões: o Grupo Um - mostra a um público crescente o resultado
de suas últimas pesquisas. O quarteto, hoje formado por Mauro Senise, Lelo Nazario,
Rodolfo Stroeter e Zé Eduardo Nazario, tem cinco anos de vida. Mais: em 1979 lançou
“Marcha sobre a Cidade,” o primeiro disco independente de música instrumental.
Seu segundo LP se chama “Reflexões sobre a Crise do Desejo” ... é imprescindível
ao público interessado em conhecer os rumos futuros da música instrumental brasileira
mais avançada - e também aos músicos profissionais em geral - ir até o Lira, hoje
e amanhã, pois ouvirão não somente a feiura da nossa realidade, mas a beleza poética
que cada vez mais se afasta de nós.
15. JAZZ - GRUPO UM, VOLUME DOIS
Revista Manchete no. 1543 - Rio de Janeiro 14 de novembro de 1981 - Roberto Muggiati
Em seu novo disco, “Reflexões sobre a Crise do Desejo”, o Grupo Um ... além de
muita cancha, possui um notável senso de equipe, aperfeiçoado ao longo dos últimos
anos. Como o título do LP indica, esse novo trabalho do Grupo Um não é de leitura
fácil. Mais que o primeiro álbum, ele aprofunda a exploração de tensões e climas
sonoros ... Vida” (1980) de Zé Eduardo Nazario - um “trip”, em que ele usa tudo
a que tem direito em matéria de bateria/percussão, além de tirar exóticos sons
de uma flauta da Tailândia. Uma coisa “Reflexões” reflete: o alto nível alcançado
por nossa (ainda) tão pouco prestigiada música instrumental.
16. NAZARIO, A PERCUSSÃO COMO EXPERIÊNCIA
Folha de São Paulo - 22/10/81 - João Marcos Coelho
Zé Eduardo Nazario é um dos melhores percussionistas brasileiros... Zé Eduardo
trabalhou com Hermeto e Egberto Gismonti - e inegávelmente, deve-lhes a conquista
de uma ampliação musical que lhe vem permitindo imprimir caracteristicas muito
pessoais a seu trabalho. Zé jamais busca o exótico pelo exótico, defeito talvez
da maior parte dos percussionistas brasileiros, sobretudo aqueles que emigraram
para os Estados Unidos. Em 1976, essa tendencia solidificou-se no estabelecimento
do Grupo Um, que montou com seu irmão Lelo Nazario (piano), Zeca Assumpção (baixo)
e Carlinhos Gonçalves (percussão). Três anos mais tarde, o Grupo Um lançou “Marcha
sobre a Cidade”, primeiro disco independente instrumental, que constituiu verdadeira
ponta de lança de um fertilíssimo movimento musical paulista, hoje agrupado em
torno do teatro Lira Paulistana. Há algumas semanas, o grupo distribuiu seu segundo
disco, “Reflexões sobre a crise do Desejo”, onde Zé tem uma extraordinária participação,
principalmente na faixa “Vida”.
17. GRUPO UM - A FLOR DE PLÁSTICO INCINERADA
Revista Manchete no. 1632 - Rio de Janeiro 30/07/1983 - Roberto Muggiati
Capa sóbria em dois tons de azul, o terceiro álbum do Grupo Um, “A Flor de Plástico
Incinerada”, se mostra mais comprometido com a música instrumental contemporânea,
sem nenhum sotaque ... O mérito do Grupo Um nesta sua nova etapa, é o de incursionar
pela música de vanguarda, sem cair na monotonia.
18. TÁRIK DE SOUZA E OS DILEMAS DA CRÍTICA. PASTEURIZAÇÃO
Folha de São Paulo - sexta feira, 25/11/1983 - Tárik de Souza
Até os pilares da MPB se renderam à pasteurização geral ou no mínimo se acomodaram.
Não arriscam qualquer provocação. Não se extraviam dos caminhos conquistados.
Escapam os que decidiram operar fora do grande mercado e por isso sondam esferas
desconhecidas e testam as reações do público ao inusitado. Estão quase todos na
área do instrumental, como José Eduardo Nazario.
19. J.L.C. FESTIVAL DE JAZZ DE GRENOBLE GRUPO UM : UNE MUSIQUE
AUTRE
Le Dauphiné Liberé (França) - texto em francês - 26/03/1983
Quel est le plus important? La musique ou le rencontres qu’elle provoque ? Les
deux san doute. Enfin, tel était le cas, hier à la Maison de la culture où “ Jazz/
Musiques “ avait les apparats de grande manifestation populaire... dans la tradition
des “ cinq jours de jazz “. Rencontre du public à la rencontre de la musique...
celle de Grupo Um, notamment. Grupo Um se produsait pour la première fois em France
em tant que tel. Le groupe est em fait um trio que existe depuis 1976 au Brésil.
Au gré des aventures musicales, se greffant autour de Zé Eduardo Nazario ( batterie
), Rodolfo Stroeter ( basse ) et Lelo Nazario ( piano ), dés “ invités “. Ce fut
hier le saxophoniste Teco Cardoso ... Entre ces diverses voies, Grupo Um trouve
la sienne dans “l’énergie du son “, entre l’ècrit et l’improvisation, Marqué par
“ Modern art Movement “ qui se dèveloppa au Brésil a partir de 1922, les musiciens
de São Paulo ont pris le parti d’une musique antrpophagique qui mixe plusieurs
cultures et crée une musique autre, une musique nouvelle... Pour être nouvelle,
la musique de Grupo Um n’em est pas moins enthousiasmant ... Dans la voie étroite,
Grupo Um a choisi une musique... libre!
20. GRUPO UM
Le Point (França) - texto em francês - 11/06/1983
Planetaire, le jazz? La réponse est évidente, mais jamais une culture n´avaite
autant apporté à l´ idiome original. Le Grupo Um est brésilien, et l´osmose est
stupéfiante. Audace, invention, harmonie, rythme. La batucada et le swing. L´Afrique
vit.
21. CRÍTICA
Som Três - Revista Mensal - 02/1984
“Poema da Gôta Serena” é um muito bem sucedido esforço de Zé Eduardo Nazario no
difícil terreno do “disco de percussão”. Músico de extraordinária competência,
ele explora ao lado de ótimos Lelo Nazario e Cacau, um vasto arsenal de instrumentos,
sempre com muita sensibilidade, equilíbrio e sentido musical, sem cair em exagêros.
O disco é bem variado, de audição estimulante, com temas que misturam Índia -
escola de Viena - Nordeste - Et cetera. Enfim, música livre de alta qualidade.
22. A MÚSICA INSTRUMENTAL DE ZÉ EDUARDO NAZARIO
O Estado de São Paulo, sexta feira, 31/05/1985
Zé Eduardo Nazario, compositor, baterista e percussionista, estará com seu grupo,
hoje e amanhã, apresentando no Museu de Arte de São Paulo, um espetáculo de Música
Instrumental ... O grupo integrado por seis instrumentistas - Zé Eduardo Nazario,
Felipe Ávila, Miguel Briamonte, Paraná, Guelo, Fernando Marconi, mais dois músicos
convidados, Cacá Malaquias e Wilson Ribeiro, mostra ritmos diversos, um tipo de
som que procura ligar o convencional ao moderno, o acústico ao eletrônico. Eles
vão contar ainda com a participação especial de Meeta (Ravindra) Karahe, uma vocalista
de música clássica indiana que vai interpretar, junto com Nazario, uma série de
ragas.
23. PATIFE BAND - O RETÔRNO ESPAÇO MAMBEMBE
Revista Bizz - fevereiro de 1988 - Sônia Maia - SP, 11/12/87
Paulo Barnabé estaria ocupando lugar de destaque como um dos músicos mais criativos
de 1987, caso seu LP, “ Corredor Polonês “, não tivesse sido lançado às nuvens
pela gravadora WEA... A Patife consegue dar personalidade até às canções mais
populares ... principalmente pelo uso que faz de elementos da música dodecafônica,
da erudita e do ritmo assimétrico, injetados de rock e pop. Na cozinha, o baixo
esquizofrênico de Sidney Giovenazzi e a bateria (com direito a solo) de Zé Eduardo
Nazario, mestre do jazz e ritmos brasileiros. A platéia era grande (...).
24. NAZARIO GRAVA COM THE BLECH
Revista ECO - 1989
Depois de sondagens entre os grandes percussionistas brasileiros, Rubl Greiner,
baterista e produtor do grupo alemão “The Blech”, convidou Zé Eduardo Nazario
para produzir a percussão de duas faixas de seu próximo LP. Esta atitude de Greiner
reflete a tendência mundial de buscar novos elementos que enriquecem a música
como um todo. Está comprovado: o pulsar e o ritmo brasileiro são ótimos pratos
... Nazario, no momento, está desenvolvendo um novo trabalho. Trata-se de um dueto
com o irmão Lelo, tecladista e compositor, preparado para o Segundo Encontro Brasileiro
de Bateristas.
25. SINFÔNICA FAZ CONCERTO COM O GRUPO PAU BRASIL
Diário Popular - São Paulo, terça feira, 26/02/1991
A Orquestra Jazz Sinfônica de São Paulo, formada por setenta músicos, já se apresentou
ao lado de Tom Jobin, Edu Lobo, Os Cariocas, Zimbo Trio, Leila Pinheiro, em shows
que conseguiram ótima repercussão de crítica e público. Para abrir sua temporada
1991, foram escolhidos dois convidados do mesmo porte dos anteriores. A Sinfônica
se apresentará amanhã, às 21 horas, no Memorial da América Latina, ao lado do
Maestro Chiquinho de Morais e do Grupo Pau Brasil. Com 10 anos de carreira, o
Grupo Pau Brasil se dedica à música instrumental e lançou seu primeiro disco em
1982. Sua atual formação inclui: Teco Cardoso (sax e flauta), Paulo Bellinati
(violão), Lelo Nazario (teclados), Rodolfo Stroeter (baixo) e José Eduardo Nazario
(bateria). Tocando MPB sob uma perspectiva jazzística, principalmente no que tange
ao item improvisação, o quinteto tem se apresentado no Brasil e exterior com frequência.
26. CURSO INTERNACIONAL DE VERÃO DE BRASÍLIA COMPASSO
Correio Brasiliense - Sábado, 01/02/1992
A sala Martins Pena e o Teatro Nacional já tem um record que dificilmente será
superado. 870 pessoas (mais que o dobro de sua lotação) passaram pela roleta na
noite de quarta feira, para assistir à jam session de Nico Assunção, Nivaldo Ornellas,
André Dequech, José Eduardo Nazario e Nelson Faria. Depois dessa noite, a segunda
sala do T.N.B. jamais será a mesma. E depois dizem que não existe público para
a música instrumental em Brasília. Grande parte da platéia era formada por gente
da cidade.
27. O CURIOSO MUNDO DA MÚSICA
Jornal de Cotia - Ano 1 no. 11 - 04/1993 - Felipe Ávila
É com grande prazer que nesta edição escrevo sobre um grande músico e amigo -
Zé Eduardo Nazario - baterista, percussionista, compositor e professor ... Foi,
e ainda é responsável pela formação de outros músicos, no papel de professor ...
Zé Nazario une o tradicional ao novo, o eletrônico ao acústico, o som das guitarras
ao da bateria e da percussão, o som ligado a Deus, ao da meditação, paz e das
boas vibrações ... Tive a oportunidade e o prazer de tocar e aprender com este
músico excepcional, observando e sentindo sua rica criatividade, os andamentos
precisos, o tocar com emoção, o “tirar de dentro” a mais pura e verdadeira música,
sempre com muita energia e concentração ... enfim, este é um músico que sempre
pesquisa e mostra o novo, o músico que não deixa a nossa música envelhecer. Isto
é música brasileira!
28. PAU BRASIL
Jornal de Cotia - Ano 2 no. 19 - 12/1993 - Felipe Ávila
Aconteceu de 09 a 12 de outubro de 1993 o 1o. Curso Nacional de Música
Popular de Pouso Alegre - MG, promovido e organizado pelo Conservatório Estadual
de Música Juscelino Kubitschek de Oliveira. Foi com muita honra e prazer que aceitei
o convite feito pelo Grupo Pau Brasil para ministrar os cursos de violão e guitarra.
O Pau Brasil é formado por: Zé Nazario (bateria e percussão), Rodolfo Stroeter
(baixo), Lelo Nazario (teclados), Teco Cardoso (sopros) e Marlui Miranda (voz).
Passamos quatro dias dando aulas para músicos, professores e pessoas interessadas
do país inteiro ... O trabalho que eles estão fazendo é uma das coisas mais lindas
que pude observar e curtir. Hoje eles estão na Noruega, gravando um novo disco.
De lá seguem para a Alemanha, Itália, França, etc... fazendo uma turnê de lançamento
e divulgação do novo trabalho. O amadurecimento, entrosamento, equilíbrio e tantas
outras coisas que eles alcançaram, posso dizer que é uma raridade em termos de
grupo brasileiro. Tocando a verdadeira música, com coração, muito conhecimento
e técnica sem exageros, para que todos nós, da maneira mais simples, possamos
ouvir e sentir um pouco mais de perto ... Deus.
29. IVO TRANSFORMA VILLA-LOBOS EM FREE JAZZ
Folha de São Paulo - Sexta feira, 10/02/1995 - Carlos Calado
O saxofonista brasileiro Ivo Perelman dá novo e duplo passso em sua bem sucedida
carreira internacional de jazzista. Acaba de lançar dois cds no mercado norte
americano, inaugurando com eles seu próprio selo, o Ibeji ... Gravado em São Paulo,
durante a última copa do mundo, o álbum tira seu título da faixa "Soccer
Land" (terra do futebol)... Em vez dos elencos vistosos de seus primeiros
trabalhos, nesse disco o saxofonista opta pela economia de parceiros, o que não
o impede de estar muito bem acompanhado, só com a percussão e a bateria de Zé
Eduardo Nazario.
30. POST - BOSSA BRAZIL A WORLD MUSIC WONDER
The Toronto Star (Canadá) - (Texto em inglês) - Thursday, 02/16/1995
And then there’s Ivo Perelman, a tenor saxophonist whose roaring style combines
with drummer José Eduardo Nazario on Ibeji Record’s "Soccer Land". Soccer
is something else brazilians are good at and Perelman combines modern jazz with
folkoiric motifs in a revolutionary recipe.
31. JAZZ - IVO PERELMAN: THE TENORS OF OUR TIMES
The Boston Phoenix (USA) - (Texto em inglês) - 02/24/1995 - Norman Weinstein
Ivo Perelman finds his compass point in the folk melodies of his native Brazil...
The result is a galaxy away from the Brazil- flavored jazz coolness of Bud Shank
or Stan Getz. This fire is further refined in two new releases, "Soccer Land",
and “ Man of the Forest “. The former features duets with drummer José Eduardo
Nazario... If you can spring for only one disc, and particulary if Perelman’s
art is unfamiliar, go for "Soccer Land". It opens with a rip-roaring
samba, 11 minutes of joyously crying sax well matched with locomotive drumming.
The other peak is “ Forró de cabo a rabo “, improvised sax phrases set to a traditional
folk-dance rhythm. It’s a cyclical dance usually accompanied by accordion, but
Perelman makes the trnsition to tenor sax seem as natural as breathing.
32. STORM DANCE - IVO PERELMAN´S BRAZILIAN DOWNPOUR
Los Angeles Weekly (USA) - (Texto em inglês) - 1995 - Greg Burk
Speaking of Coltrane, not since Trane’s duos with Elvin Jones or Rashied Ali (
or Archie Shepp’s with Max Roach ) have i experienced a tenor / drums assault
as powerfull as Perelman’s “Soccer Land”. And it’s powerful in a whole different
way - once again the songs are selected from brazilian sources, with traditional
beats from samba to forró to congada. Drummer José Eduardo Nazario, a collaborator
with Hermeto Pascoal and Egberto Gismonti, shows brazilian music doesn’t have
to be gentle or dreamy, with a full-on cannonade on “ Samba de Ogum “, whose joyous
energy could lift you thrashing right out of your seat. He’s also able to slip
into a simple thump-boom on “ Tristeza do Jeca “ while Perelman explores the full
range of his horn... Hard to believe this studio date was the first time the two
ever played together.
33. IVO PERELMAN - "Soccer Land"
Option (USA) - (Texto em inglês) - 1995 - Jerome Wilson
Brazilian tenor saxophonist Perelman has made a couple of fairly conventional
jazz albuns before but nothing like this. This is just Perelman and percussionist
José Eduardo Nazario sweating blood for 50 minutes. They play brazilian folk melodies
at a hot-footed samba rhythm and waste no time in turning them into a screaming
sax and drum frenzies rooted in the ghostly soul-searching of Albert Ayler and
the fire-eating duets of John Coltrane and Rashied Ali. There hasn’t been this
frightening a combination of latin music and jazz since Gato Barbieri’s early
days. Perelman plays like a screaming and wailing hurricaine, his intensity even
continuing on a quieter melody like “Tristeza do Jeca”, while Nazario is everywhere,
putting this music in dancing shoes it rarely wears. Free Jazz with a beat - one
hell of a concept.
34. IVO PERELMAN - MAN OF THE FOREST
Option (USA) - no. 63 - (Texto em inglês) - 08/1995 - Bart Grooms
Brazilian tenor sax monster Perelman wails and bleats in a manner that will be
familiar to avant - garde fans ... Perelman´s new album of duets with drummer
José Eduardo Nazario, “Soccer Land” (for Ibeji) , is in some ways a more convincing
and interactive document of the saxophonist’s awesome chops.
35. MIXED MEDIA - IVO PERELMAN: "Soccer Land"
Utne Reader (USA) - (Texto em inglês) - 07/1995 - Kalaniu Ya Salaam
Brazilian saxophonist Ivo Perelman wails with Albert Aylerish abandon, while drummer
José Eduardo Nazario kicks butt with the polyrhythmic finesse of Elvin Jones and
the iconoclastic intensity of Sunny Murray. Just when you thought the fire had
died out of contemporary jazz, here´s this super charged release of intelligent,
high energy music, obviously blessed by Saint Coltrane himself.
36. SPHERES
Jazz Times (USA) - (Texto em inglês) - 05/1995 - Josef Woodard
Perelman’s recordings have imparted a sense of burgeoning promise and imminent
maturity. The bracing ring of fire that is "Soccer Land", is something
else again. Here, Perelman and drummer José Eduardo Nazario go at it in the best,
mutually supportive sense. Sprawling improvisations around mostly trditional brazilian
melodies carve out their own sense of direction - mostly forward, in swerving
patterns around the middle. Nazario, who has played with Hermeto Pascoal and Egberto
Gismonti, is one of those brazilian percussionists for whom rhythm is a function
of the brain and the bloodstream, both of which pass through his heart. In this
intimate setting with Perelman, he achieves a organic and fitting athletic gracefulness.
This is a wonderful, ear-tingling piece of work.
37. IVO PERELMAN -"Soccer Land"
Cadence - vol 21 no. 7 - July 1995 (Texto em inglês) - Richard B. Kamins
The eight tracks feature the saxophonist with percussionist José Eduardo Nazario...
"Samba de Ogum" opens the disc in a high-flying manner, with Perelman
tenor wailing over Nazario’s brutal snare work and crashing cymbals... He moves
through the percussive minefield, disregarding the time and occasionally moving
back into melody. There is a sweetness to his tone in the opening seconds of
"Tristeza do Jeca" as he heads for the tenor’s higher ranges... Nazario’s
percussion is soft and sensuous. Back to a bouncing baiao rhythm for "Forró
de cabo a rabo" and another wailing tenor track. One has to admire the way
Nazario keeps the beat beneath the sonic onslaught of the tenor... on his previous
discs, he sounded apart from the percussionists-perhaps the problem was one of
proper mixing. Here, he and Nazario are musical and sonic equals. Perelman gives
the music its melodic thrust and direction, while Nazario gives the music propulsion
and bottom. One never misses another voice and the program is not dragged out.
The sound quality is very “ live ... Ivo Perelman has gone to the generous well
of his native land and created a music that employs tradition to look forward
- that marks him as a true creative musician.
38. A NEW KIND OF SAMBA
Down Beat (USA) - 12/1995 - (Texto em inglês) - John Corbett
His two new records, "Man of the Forest" ... and "Soccer Land"
on (Ivo) Perelman’s own Ibeji Records, offer another kind of brazilian jazz, mixing
traditional percussion music from his homeland with his expressionist tenor playing.
"Man of the Forest" features improvisations on folk-inspired motifs
by brazilian composer Heitor Villa-Lobos ..."Soccer Land", on the contrary,
is a intense, stripped-down duet with powerhouse drummer José Eduardo Nazario.
39. PEARL MASTERS CLASSES
Modern Drummer Brasil - 06/1996 - Alexandre Hisayasu / Luis Tadeu Correa
Zé Eduardo Nazario abriu o evento, trazendo um pouco da história das nossas bateras.
Falando de sua carreira, Nazario concentrou seu workshop na evolução dos ritmos
brasileiros, mostrando para a atenta platéia presente que tem muita história para
contar. Participaram ainda, outras feras como Chiquinho D´Almeida (sopros), Itamar
Collaço (baixo) e Felipe Ávila (guitarra), que deram um show de brasilidade.
40. HALL OF FAME
Pearl News - 02 - 1996 - André Jung
Perplexo, nunca vou esquecer como me senti naquela manhã de sol no Parque do Morumbi.
O ano era 1976, tempos difíceis, a ditadura militar ainda impunha a “ordem e progresso”.
Enquanto isso, ali diante dos meus olhos e ouvidos acontecia uma das mais impressionantes
e libertárias performances musicais que eu já tinha visto. Sensação de estranheza
como essa, só me lembro de ter tido ao ouvir Hendrix pela primeira vez. No palco
uma pequena bateria (a primeira que vi com bumbo de 18 polegadas de diâmetro),
cercada por uma infinidade de tachos, panelas, chaves e sinos era “pilotada” por
uma figura magra, de barba, com um vigor e uma riqueza de informações totalmente
inédita. O resultado era um caos organizado, possível graças a uma habilidade
e entrosamento do mais alto nível. O “xamã” responsável pelo ritual percussivo
que movia aquela usina de sons e idéias tem o nome de Zé Eduardo Nazario e o grupo
chamava-se Grupo Um. Anos depois, já completamente envolvido pela mistura de jazz
de vanguarda com a música étnica brasileira e universal do Grupo Um, tive o prazer
e a honra de ter sido aluno desse mestre que formou tanta gente no manejo dos
tambores. Na ocasião, eu e um grupo de aproximadamente trinta músico tivemos o
privilégio de fazer parte do curso de percussão e bateria que Zé ministrou em
1980 (repetido em 81 e 83). Foram 12 aulas que iniciavam as 14 horas, com uma
aula temática de quatro horas e terminavam na madrugada, depois de apresentações
maravilhosas com o próprio Zé e alguns dos melhores músicos do Brasil de então.
Zé Eduardo sempre teve uma vocação para pioneiro, pode-se atribuir a ele a primeira
transposição de diversos ritmos brasileiros para bateria. O Grupo Um foi responsável,
com o fantástico “Marcha sobre a Cidade”, de 1979, pelo primeiro disco independente
de música instrumental lançado no Brasil. No núcleo central do Grupo Um tínhamos
a figura misteriosa de Lelo Nazario. Tecladista virtuoso e compositor de grande
talento, Lelo encontrou no irmão Zé Eduardo o tradutor de seu intrincado tecido
sonoro para o mundo percussivo, ampliando e completando uma obra inquietante e
conceitual.
Em 1990, Lelo compõe, por encomenda da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo
a peça “Limite”, composta para Banda Sinfônica e o “Duo Nazario”, como os irmãos
passam a se chamar, cuja estréia se deu em 1991, na Semana Guiomar Novaes, em
São João da Boa Vista (SP), sob regência do Maestro Roberto Farias. A peça também
é apresentada com grande repercussão na X Bienal de Música Contemporânea do Rio
de Janeiro. Em 1996, a peça tem uma consagradora apresentação no evento “Contrastes
- A Criação Musical sem Limites”, realizada em grande estilo no Memorial da América
Latina, ocasião em que também ocorre a estréia mundial de “Aurora”, nova composição
de Lelo para a mesma formação. De alguns anos para cá, Zé Eduardo Nazario passou
a integrar o Grupo Pau Brasil, gravando na Noruega o disco “Babel”, que teve uma
acolhida fantática da crítica e conferiu ao Pau Brasil o Prêmio Sharp de Melhor
Grupo Brasileiro de Música Instrumental de 1996.
A Brazil Percussion, por sua vez, teve a honra e o prazer de registrar o trabalho
do Duo Nazario na faixa “Nocaute”, que abre o cd “Pearl Brazilian Team II”. Uma
rápida ouvida basta para identificar o estilo e a personalidade marcante desse
grande músico brasileiro que é Zé Eduardo Nazario.
41. EVENTOS - I SALÃO DE BATERIA
LOTAÇÃO MÁXIMA NO SEMINÁRIO DE NAZARIO
ZÉ EDUARDO NAZARIO, UM DOS MAIORES DESTAQUES DO EVENTO
Revista Modern Drummer Brasil - no. 11 - 1997 - Andrea Colmatti
São Paulo recentemente sediou o I Salão de Bateria do Brasil. Realizado entre
os dias 21 e 25 de maio no Centro Cultural Vergueiro... contou com a participação
de alguns grandes nomes da nossa música...
Zé Eduardo Nazario iniciou seu seminário/performance, lotando o anfiteatro e trazendo
muitos interessados dispostos a não perder uma única palavra do que êle tinha
a dizer. Sua proposta de homenagear alguns músicos veteranos, como Milton Banana
e Edison Machado, entre outros, como ele admite serem os responsáveis por sua
formação - foi excelente. “A consciencia da nossa origem é muito importante ...
e é necessário que os músicos jovens tenham essas referencias. O que quero é ajudar
a fazer com que os grandes bateristas sejam lembrados, e sua memória preservada
“, comenta Zé.
Nazario subiu ao palco sozinho, foi chamando um a um seus acompanhantes, e começou
com duas levadas de bossa nova dedicadas a Tom Jobim. Musicalidade nota dez, Zé
foi seguindo por essa linha durante toda sua apresentação, obrigando o público
a interrompe-lo várias vezes com palmas.
Sady, batera do “ Nenhum de Nós “, disse a respeito do seminário: “A bossa nova
é uma grande escola e para mim, hoje, o Zé é o pai da bossa nova“.
42. O BRASIL DE TECO CARDOSO
Jornal Instrumental - 06/1997
TECO CARDOSO: ... O plano era ser médico com a música como hobby, mas no decorrer
da faculdade os planos foram mudando, músico por médico como hobby. Então percebi
que a medicina e cirurgia plástica reparadora que eu gostaria de fazer... um cirurgião
que opera por hobby ia ter pouquíssimos clientes (risos). Agora você imagina,
eu morava em Santos a té o quinto ano e passei a trabalhar profissionalemtne como
músico. Estava tocando com o “Pé ante pé”, meu primeiro grupo. Depois surgiu a
turnê com o Grupo Um, um grupo instrumental importante que existiu aqui. Então
eu subia e descia direto. Foi um malabarismo: eu tocava à noite e de manhã eu
pegava na faculdade. No quinto ano fiz uma turnê com o Grupo Um pela Europa, e
então percebi que o espaço do hobby não seria suficiente.”
INSTRUMENTAL: Quando foi esta primeira turnê?
TECO CARDOSO: “ Foi em 83. A gente foi para a Europa... Foi importante e decisiva.
Era um esquema de festivais, profissional, e deu para ver como a música brasileira
é tratada lá fora. Nessa turnê, eu descobri o Brasil. Descobri o sucesso das coisas
que eu fazia e nem dava conta e importância, como tocar com Zé Eduardo Nazario,
berimbau e sax soprano. Coisas bem brasileiras que eu vim descobrir na platéia
a força daquilo. Era algo diferente, um som que a gente sabe fazer e é difícil
outras pessoas fora do universo brasileiro fazerem. Então percebi o lado profissional
da música, o lado dos festivais, dentro de um grupo forte, como era o Grupo Um.”
INSTRUMENTAL: Qual era a formação do Grupo Um nessa época?
TECO CARDOSO: “Eu, Zé Eduardo Nazario, Lelo Nazario e Rodolfo Stroeter, o que
depois acabou virando o que é hoje o Pau Brasil. Depois de 15 anos, demos voltas
e voltas e retornamos à formação do Grupo Um, embora ele fosse um estética de
vanguarda paulistana da década de 80...”
43. PAU BRASIL RECEBE DUAS INDICAÇÕES PARA O GRAMMY
Folha de São Paulo - Quinta feira, 27/11/1997 - Paulo Cunha
O Brasil já tem seus representantes para concorrer à próxima edição do Grammy,
o maior prêmio da música americana. O álbum “Babel” , do Grupo Pau Brasil foi
indicado entre os melhores lançamentos de jazz deste ano nos Estados Unidos ...
A Gravadora Pau Brasil, formada a partir da banda, segue a linha do grupo de desenvolver
cruzamentos entre a música brasileira e ritmos contemporâneos.
É a primeira vez que um disco realizado por uma gravadora independente é indicado
para o Grammy. O Pau Brasil, além de Rodolfo (que toca baixo), é formado por Lelo
Nazario (piano e teclado), Zé Eduardo Nazario (bateria e percussão), Teco Cardoso
(sax e flauta) e Marlui Miranda (voz e instrumentos indígenas).
44. DOM UM - O WORKSHOP/ SHOW
Revista Modern Drummer Brasil, 01/1998 - Pedro Mendes
Fechando, Dom Um fez um solo de berimbau, para em seguida chamar Zé Nazario. Zé
entrou e fez suas saudações, fazendo questão de ressaltar a importância de Dom
Um para a música brasileira, assumindo que foi uma grande influência no seu início
de carreira, quando começou a ouvir discos de bateria moderna. Segundo Nazario,
Dom Um foi um dos bateristas que ele mais admirou, isso há mais de 30 anos, época
em que começou a tocar. Nazario chamou o seu quinteto ao palco, e o que seguiu
foi uma apresentação bem livre, com direito a alguns improvisos e um revezamento
entre Dom Um e Nazario. Quando um estava na bateria, o outro estava com algum
instrumento de percussão, enquanto a excelente banda tocava deliciosos temas 100%
brasileiros.
45. ECOS - ZILDJIAN DAY 98
Revista Cover Batera - 1998 - G.L.
Depois de mais um sorteio - que sempre aconteciam nos intervalos, quem subiu ao
palco foi o grande Zé Eduardo Nazario. Acompanhado de um guitarrista (Felipe Ávila)
e um tecladista (seu irmão Lelo Nazario), a apresentação desse verdadeiro “monstro”
foi um espetáculo à parte. Começaram a performance com temas mais calmos, utilizando
sons de bateria eletrônica produzidos pelo teclado, aliados a percussão orgânica,
com Nazario tocando um instrumento de sopro que produzia um som parecido ao de
uma gaita, misturada com acordeon, além da utilização de efeitos ... Quando Nazario
sentou na bateria, aí a coisa começou a esquentar, com temas que passeavam pelo
mpb, jazz e fusion, a apresentação deixou todos de boca aberta, mostrando porque
esse músico merece tanto respeito. O ponto alto foi a última música, “Psicopático”,
em uma apresentação visceral, prá nenhum Zappa ou Max Roach botar defeito!
46. ZILDJIAN DAY 98 EM SÃO PAULO
Revista Drummer do Brasil - no. 24 - 12/1998 - Andreia Colmatti
Agora era a vez de outro mestre: Zé Eduardo Nazario. Apesar de sua inspiração
constante, podemos dizer que esta noite ele estava especialmente iluminado. Juntamente
com seu irmão Lelo Nazario nos teclados e Felipe Ávila na guitarra ... deram um
verdadeiro show. No tema de abertura, Zé tocou berimbau e contou com a participação
especial de Marlui Miranda, que fez uma ótima performance com sua voz. A apresentação
resultou em um instrumental sincronizado e extremamente agradável, com alguns
solos de bateria, que mais pareciam tambores falando aos deuses. Nem é preciso
dizer as reações do público ... aplausos de pé e venda de vários cds, recém lançado
por Nazario - intitulado ZEN.
47. IRMÃOS NAZARIO LANÇAM DISCOS SOLO
Correio da Cidadania - Cultura - 01/02/1999 - Alexandre Pavan
Os irmãos Zé Eduardo e Lelo Nazario são exemplos de extrema competência e rara
habilidade, tanto como compositores quanto como instrumentistas. Começaram a carreira
muito jovens ... participando de shows e gravações de grandes nomes da música
instrumental ... Formaram em São Paulo o já histórico Grupo Um ... O conjunto
foi uma espécie de “cooperativa” musical, para todos aqueles novatos explorarem
e experimentarem suas muitas idéias musicais. Era o tempo do Teatro Lira Paulistana,
localizado no bairro de Pinheiros, na cidade de São Paulo, que funcionava como
um celeiro cultural da metrópole e abrigava inúmeros artistas. Em sua época áurea,
o teatro cedeu o nome para uma gravadora, responsável por diversos lançamentos
em discos ... Agora, o baterista e percussionista Zé Eduardo surge com seu cd
“ZEN” (independente) ... ZEN é um trabalho basicamente percussivo, voltado para
os batuques do Zé Eduardo instrumentista. A criação para os instrumentos de percussão
(alguns inventados por ele) é maior do que seu trabalho de compositor para os
instrumentos harmônicos. Mas é isso que dá uma unidade ao disco, que pode-se declarar
virtuoso e contido ao mesmo tempo ... Enfim, bons discos de excelentes músicos,
irmãos que, mesmo em trabalhos individuais, aparecem como uma unidade singular.
Um percussivo, outro harmônico. Uma união que é o começo de tudo. Talvez não seja
à toa que o grupo Pau Brasil - do qual ambos fazem parte atualmente - depois de
muitas mudanças em sua formação, ressurgiu com o elenco do Grupo Um.
48. ZÉ É ZEN, LELO É SIMPLES
Jornal do Brasil - Rio de Janeiro, 24/02/1999 - Tárik de Souza
Músico refinado, que participou dos revolucionários Grupo Um e Pau Brasil, além
de gravar com Hermeto Pascoal, Milton Nascimento, Egberto Gismonti, o baterista
paulista Zé Eduardo Nazario ressurge em cd solo. ZEN, como sugere a sigla formada
pelas iniciais de seu nome, promove uma coletânea de seu trabalho. Entram faixas
dos discos “Reflexões sobre a Crise do Desejo” e “A Flor de Plástico Incinerada”
do Grupo Um e abrange uma década (1981 - 1991) de seu trabalho como baterista,
percussionista e compositor.
49. ZÉ EDUARDO NAZARIO - ZEN - INDEPENDENTE ZEN
Revista Backstage - no. 51 - 1999
Este título pode resumir tudo o que está registrado nesse disco. É preciso estar
“zen” para com a música, em seu formato instrumental ou, ao menos, buscar na audição
um caminho para o seu nirvana. Nazario é um instrumentista fabuloso. Percussivo
e sonoro com tablas, berimbau, kalimba e com sua voz... “Prá Sentir e Contar”
e “ZEN”, são a síntese da raça deste ritmista brasileiro, mas é “Energia dos 3
Mundos / Só prá Ouvir”, com a participação do soxofonista Cacau, que o cd player
ferve. Sax tenor fraseando jazz, bateria quebrando tudo, e depois, suingando uma
deliciosa brincadeira regional. Um belo trabalho.
50. LANÇAMENTOS - ZÉ EDUARDO NAZARIO - ZEN - INDEPENDENTE
Revista Batera - 03/1999 - Sérgio Gomes
O título desse segundo trabalho solo de Zé Eduardo Nazario revela, além de suas
iniciais, a influência que a cultura hindú exerce sobre seu trabalho. Isso pode
ser percebido pela presença das tablas e sílabas indianas nas faixas “Acarajé
ao Curry” e “Prá Sentir e Contar”, e também na linguagem modal e no uso de ostinatos
em composições de longa duração. Destaca-se ainda o uso de percussão eletrônica
em “Anônima”, uma espécie de “free eletro-acústico”, e a demolição da bateria
“power samba” em “Energia dos 3 Mundos”, um duo de bateria e saxofone (Cacau)
de 15 minutos. ZEN é um cd de primeira qualidade, para ouvidos modernos, que expande
os padrões convencionais da composição popular instrumental ... Zé Eduardo Nazario
confirma, através desse trabalho, ser um dos maiores músicos e bateristas desse
país.
51. SAFRA HETEROGÊNEA DE ALMA MUSICAL BRASILEIRA SÁBIOS VISIONÁRIOS
Tribuna da Imprensa - Rio, Segunda feira, 03/05/1999 - Arnaldo DeSouteiro
Trafegando em uma esfera de sensibilidade completamente distinta, os irmãos Lelo
e Zé Eduardo Nazario detonam brilhantes trabalhos individuais ... Logo na primeira
faixa do cd ZEN, do extraordinário baterista/percussionista Zé Eduardo Nazario,
sente-se o toque de Lelo, em implacável diálogo com o irmão em “Flor do Sul”.
Eles seguem juntos nas inéditas “Acarajé ao Curry” (uma capoeira alienígena com
o groove comandado pelo berimbau em sintonia com tabla e um arsenal de teclados).
Em “Anônima”, proeza de precisão (e percussão) eletrônica não-robotizada. Com
“Vida”, o disco ganha característica ainda mais viajantes, abrindo com uma batucada
muito doida que se dispersa através de instrumentos como marimbau e khena do Laos.
Duo de bateria e tenor (o grande Cacau, que assim como Zé Eduardo fazia misérias
na banda de Hermeto), “Energia dos 3 Mundos” não perde o pique nem o poder de
atração, apesar da longa duração, atrelando-se cosmicamente ao “Só prá Ouvir”
na base de flauta, kalimba e tubofone. “Prá Sentir e Contar” incorpora efeitos
vocais sobrepostos ... lançando mão também do xilofone que aparece somado à marimba
no tema título “ZEN”. A alma, enobrecida, agradece.
52. PERCUSSÕES DO BRASIL
Revista Batera e Percussão - no. 23 - 06/1999 - Sérgio Gomes
De 18 a 30 de maio de 1999, o SESC Vila Mariana, em São Paulo, foi palco de um
dos mais extensos eventos de ritmos brasileiros, tambores, bateristas e percussionistas,
representantes das mais diversas tradições brasileiras, que já se viu no país
... A Evolução da Bateria Brasileira” foi o nome do workshop apresentado por Zé
Eduardo Nazario. Uma super retrospectiva da história da bateria no Brasil ...
Nazario também quebrou tudo num autêntico show de música contemporânea que fez
com seu grupo, apresentado composições do seu último cd, “ZEN”.
53. SONORIZE-SE - ZÉ EDUARDO NAZARIO, LELO NAZARIO, FELIPE ÁVILA
PERCUSSÔNICA - INDEPENDENTE
Revista Batera e Percussão - no. 28 - 11/1999 - Regis Tadeu
Coerente com a sua carreira experimentalista, o batera e percussionista Zé Eduardo
Nazario surge com um dos discos mais intrigantes da história da música brasileira
moderna. Trabalhando células rítmicas inusitadas, Nazario (des) constrói temas
que misturam o étnico e o “viajante”, o intenso e o sutil, a calma e o desconforto.
Tudo cercado pela competência extrema de seu irmão Lelo nos teclados e do guitarrista
Felipe, que propiciam arranjos quase que claustrofóbicos, como em “Psicopático”
(com um solo espetacular de Zé Eduardo).
54. A BATERIA BRASILEIRA - 80 ANOS DE HISTÓRIA
Revista Batera e Percussão - no. 31 - Março de 2000 - Texto: Gustavo Faleiros
- Colaboração e organização: Dudu Portes, Maurício Leite e Sérgio Gomes
É preciso ainda falar do pessoal que lutava pela música instrumental. Os anos
70 também renderam bons frutos nessa área. Já no inicio da década, Zé Eduardo
Nazario, que tinha surgido aos 14 anos na TV Excelsior tocando o “Jequibau”, uma
batida de samba em 5/4, e Guilherme Franco, outro importante baterista e percussionista
que fez carreira nos EUA, montaram o Grupo Experimental de Percussão ... Em 73,
Hermeto Pascoal voltou dos EUA com seu primeiro disco gravado. Havia se tornado
conhecido na imprensa, pois tinha feito gravações com Miles Davis. Logo que chegou,
resolveu montar seu grupo. No decorrer dos 70, passaram ainda pelo grupo do “campeão”
importantes bateristas, como Zé Eduardo ... Zé Eduardo, após deixar o grupo do
compositor Egberto Gismonti, outra importante figura da música instrumental brasileira,
monta o Grupo Um. ... Marcha sobre a Cidade” é o disco lançado pelo Grupo Um ...
O álbum é considerado muito importante na música instrumental brasileira. “Zé
Eduardo e o Grupo Um fizeram um trabalho que aé hoje considero o mais vanguardista
dentro do instrumental brasileiro. Quando os vi pela primeira vez, tive a sensação
de que se tratava de algo muito especial e de que eu tinha que evoluir muito para
entender aquilo”, revela o batera André Jung, que iniciava seus estudos nesse
período ... É necessário ainda citar alguns nomes que se dedicaram à musica instrumental
nos anso 90 ... Zé Eduardo no “Pau Brasil” e “Os Cinco”.
55. PROJETO GENIAL - SUCESSO ABSOLUTO
Jornal O Progresso - Pouso Alegre/ MG - Sexta feira, 09/06/2000
No último dia 02 teve início no Teatro Municipal de Pouso Alegre o Projeto “Sexta
em Sintonia”... A estréia desse projeto foi sucesso absoluto, quando se apresentou
o Quinteto ZEN, liderado pelo baterista e compositor Zé Eduardo Nazario, que fez
uma belísssima apresentação do que há de melhor na música brasileira instrumental,
levando o público ao delírio. Falando nisso, me deixou feliz ver as dependências
do teatro completamente tomadas, demonstrando que Pouso Alegre possui também um
grupo de pessoas que possui gosto refinado pela música.
56. ECOS - BRASILEIROS NA DINAMARCA
Revista Batera e Percussão - no. 42 - 02/2001 - Júlia Grassetti
Zé Eduardo Nazario foi um dos brasileiros que lecionou no “Brazil Week in Copenhagen”
(semana do Brasil em Copenhagen), na Dinamarca. O evento foi realizado de 09 a
13 de outubro de 2000, na “Rytmiskmusik Konservatorium”, escola de música mantida
pelo Ministério da Cultura da Dinamarca, e contou com cerca de vinte artistas
brasileiros ... juntamente com Carlos Malta e Jovino Santos, os três percussionistas,
Zé Eduardo, Robertinho e Ronaldo Silva, realizaram um concerto cujo repertório
contou com composições próprias em ritmos brasileiros, como Maracatu e Samba.
O músico ainda comentou sobre a igual importância que lá é dada aos instrumentistas
e cantores “Os improvisos são muito valorizados e aplaudidos, e a música instrumental
é tão apreciada quanto a cantada. Os brasileiros estão perdendo a oportunidade
de conhecer excelentes trabalhos de música instrumental”.
57. CULTURA - RESGATANDO A BOA MÚSICA
Jornal Domingo - Pouso Alegre/MG - 01/04/2001 - Willian Sanches
Foi por não esquecer experiências vividas que o Secretário do Estado da Cultura
de Minas Gerais, Ângelo Oswaldo se apaixonou pelas músicas entoadas pelo Quinteto
ZEN, durante uma visita ao Conservatório Estadual de Música “J.K.O.” de Pouso
Alegre, em outubro do ano passado. Com certeza ele deve ter se lembrado da música
brasileira instrumental, uma vertente da Bossa Nova ou o Jazz Brasileiro, aquele
que se tocava no iníciop da década de 60 ... Desta apresentação surgiu um convite,
o único para um grupo do sul de Minas. A pedido do próprio Secretário, o Quinteto
ZEN se apresentará no dia 11 de abril no projeto Música no Museu, no Museu de
Arte da Pampulha, em Belo Horizonte.
58. TOQUES DE HERMETO PASCOAL
Revista Modern Drummer - Em Português - 10/2002
Zé Eduardo Nazario: “No final dos anos 60, eu e o Itiberê Zwarg (baixo) tocávamos
juntos e frequentávamos o CAMJA, clube de jazz em São Paulo. Numa tarde, ao entrarmos,
ouvimos o som de um piano. A sala estava escura, as luzes apagadas. Demos aquela
olhada um para o outro, e nos perguntamos: o que é isso? Sorrimos e entramos.
Ao ligar o interruptor, nos deparamos com o Hermeto, que virou-se e foi logo nos
convidando para fazer um som com ele. Tocamos “Céu e Mar” por aproximadamente
uma hora sem parar. Depois disso só fui me encontrar com ele alguns anos depois,
em 1972, quando ele assistiu a alguns trabalhos dos quais eu participava. Em 1973
fui convidado a ingressar no seu grupo, e era tudo o que eu queria naquele momento.
Agarrei com unhas e dentes aquela oportunidade, e tenho certeza de ter desenvolvido
um trabalho importante e deixado minha contribuição ao longo dos quatro anos que
lá estive, levando comigo a força espiritual que une, de maneira especial, a todos
os que por lá passaram, e os que estão.”
ZEN pergunta a Hermeto: Que tal nos encontrarmos fisicamente para um som com a
turma toda? Hermeto Pascoal: Ave Maria! Você sabe que isso seria muito bom, o
maior sonho, nós somos uma família! Você, o Lelo e toda a sua família sabem que
estão no meu coração e sabem do apreço que nós temos. Quem saiu do grupo, saiu
fisicamente. A gente continua nos amando cada vez mais.
59. CARDÁPIO - FELIPE ÁVILA - JANELA - INDEPENDENTE - NACIONAL
Revista Cover Guitarra - no. 113 - 05/2004 - André Martins
A participação de outros músicos, como Itamar Collaço no baixo acústico, a incrível
dupla “dinâmica”, Zé e Lelo Nazario e Daniel D´Alcântara, entre outros, traz a
música para um estágio mais alto e brilhante. Definitivamente, um dos melhores
trabalhos instrumentais lançados nos últimos tempos no Brasil.
60. AO VIVO - HOJE - PERCUSSÔNICA (EDITIO PRINCEPS)
Revista Modern Drummer - 02/2005 - André Carvalho
Esse trio teve início quando um dos maiores bateristas brasileiros, Zé Eduardo
Nazario, foi convidado para participar do Zildjian Day Brazil 98 e chamou seu
irmão, o tecladista Lelo Nazario e o guitarrista Felipe Ávila para acompanhá-lo.
Esta apresentação e uma outra que aconteceu em 2002 foram gravadas e o resultado
é este cd. A mistura de música brasileira, sonoridades contemporâneas, jazz vanguardista
e muito improviso, lembram alguns trabalhos do Grupo Pau Brasil e do Grupo Um,
mas com o toque especial dos grandes instrumentistas envolvidos. O solo de Zé
Eduardo na faixa “Hoje” é um dos pontos altos do álbum, junto com a levada de
“Flor do Sul”, feita com vassourinhas. A virtuose e o bom gosto dos músicos são
a tônica deste trabalho.
61. TUDO SOBRE O MÚSICO QUE REVOLUCIONOU A BATERIA BRASELEIRA
MÚSICA REVOLUCIONÁRIA
Revista Batera e Percussão - no. 92 - 04/2005 - Mariana Souza
Zé Eduardo Nazario é considerado um dos maiores nomes da bateria nacional. Com
quarenta anos de carreira, ele grava, é um requisitado educador, e desenvolve
um surpreendente trabalho solo.
62. PERCUSSÔNICA AO VIVO - HOJE (EDITIO PRINCEPS)
Revista Backstage - Ano 12 - 07/2005 - no. 128 - Jorge Pescara
Zé Eduardo Nazario, Lelo Nazario, Felipe Ávila. Há algum tempo não tenho a chance
de ouvir tanta ousadia sonora, quanto esse projeto do trio ... a começar pela
instrumentação que se absteve do baixo, mas nem por isso alguém pode acusar a
falta dele. Percussônica é um disco gravado ao vivo, de forma semi-artesanal.
Dois shows do trio por São Paulo, arquivados com DAT, magistralmente mixados.
No encarte lê-se: uma incrível fusão de jazz de vanguarda, com ritmos brasileiros
e música contemporânea. Misturando timbres acústicos e eletrônicos com muita energia
e improvisação. Também uma prova inequívoca de que excelentes músicos, quando
juntos no direcionamento correto, provocam, como resultado, composiçãoes excelentes
e performances primorosas. Sim, este disco não é um lugar comum do “dizer o que
já está dito” e também não cai na velha armadilha da “música instrumental” ...
Este álbum é para qum tem a mente aberta a outros rumos. Quem está plugado no
mundo, sabe reconhecer boa música. Há tempos procuro um disco como este, mas a
molecada insiste em “chover no molhado” e ficar copiando este ou aquele ... Percussônica
neles todos!
63. NOTÍCIAS
Revista Modern Drummer Brasil - 02/2006
O baterista e professor Zé Eduardo Nazario acaba de receber, da Universidade Federal
da Bahia, o reconhecimento do “Notório Saber”, título que o coloca na condição
de professor universitário habilitado, segundo a Lei de Diretrizes e Base da Educação
Nacional (LDB). Ele é um dos primeiros bateristas/percussionistas a ter essa honra,
num processo que depende da avaliação de Professores Doutores em Música, da própria
UFBa e de outras universidades brasileiras. Parabéns, Nazario!